Vacinas - Não Tenha Medo da Agulha

 

As vacinas foram criadas para ensinar o sistema imunológico a reconhecer agentes agressores que podem provocar doenças, assim como para ensiná-lo a reagir produzindo anticorpos capazes de combatê-los. O Brasil dispões de 12 vacinas infantis. São:

 

BCG

Contra formas graves de tuberculose. Dose única, assim que a criança nasce. Aplicação por injeção intradérmica (por baixo da pele), que deixa aquela marca no braço direito por toda a vida. A perfuração pode causar uma leve ferida com pus. A sigla abrevia o nome do bacilo que causa a tuberculose, o Bacilo de Calmette-Guérin.

 

HEPATITE B

Três doses: ao nascer, no primeiro e no sexto mês. Aplicação por injeção intramuscular na coxa. Como é obtida por engenharia genética, é raro apresentar efeitos colaterais. Isoladamente, a hepatite B não é tão perigosa, mas a vacinação é importante para evitar que a doença cause câncer de fígado na fase adulta.

 

VOP

Vacina Oral contra Poliomelite. Três doses: aos 2, aos 4 e aos 6 meses. Ministrada em gotas. Possíveis efeitos colaterais: náusea e vômito. Até recentemente, a vacina tinha o nome de seu inventor, o microbiologista polonês Albert Sabin. Nas últimas décadas, ela erradicou a doença no Brasil através da bem sucedida campanha com o personagem Zé Gotinha. 

 

DTP ou TRÍPLICE BACTERIANA

Contra tétano, difteria e coqueluche. Três doses: aos 2, aos 4 e aos 6 meses. Injetada na coxa ou nas nádegas. De todas as vacinas, é a que mais apresenta efeitos colaterais: de febre a alterações neurológicas que provocam choro intenso e dores no corpo.

 

HIB

Contra meningite causada pelo Haemophilus influenzae tipo B. Três doses: aos 2, aos 4 e aos 6 meses. Injetada nas nádegas e pode provocar febre baixa. A vacina é especifíca para a meningite e outras infecções causadas pela bactéria Haemophilus B. Existem outros agentes que provocam a doença, por isso o Ministério da Saúde brasileiro pesquisa mais uma que atenda diferentes necessidades regionais. 

 

SCR ou TRÍPLICE VIRAL

Contra sarampo, rubéola e caxumba. Dose única aos 12 meses. Aplicação por injeção intramuscular. Efeitos colaterais: depois de dez dias, podem aparecer pequenas manchas pelo corpo (sintomas da rubéola) e leve febre.

 

HEPATITE A

É uma doença infecciosa aguda que afeta o fígado, produzindo necrose e inflamação do órgão. Ela é transmitida por vírus por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados. A vacina deve ser dada aos 12 e 18 meses de idade.

 

ROTAVÍRUS

Trata-se de um vírus que causa diarréia grave, que frequentemente vem acompanhada de febre e vômito. Também é um importante agente da gastroenterites (infecções no sistema gastrointestinal) e é um dos causadores de óbitos em crianças de até 5 anos de idade em todo mundo.

 

PNEUMOCÓCICA CONJUGADA

As doenças pneumocócicas são aquelas causadas pela bactéria Streptococus pneumoniae (pneumococo) e incluem bacteremia e sepse (infecção na corrente sanquínea), sinusite e otite média (infecção do ouvido), meningite e pneumonia. A vacina é indicada a todas às crianças de até 5 anos de idade. Recomendam-se três doses de Pneumocócica conjugada nos primeiros anos de vida (2, 4 e 6 meses), e uma de reforço entre 12 e 18 meses de idade.

 

INFLUENZA

A influenza também é conhecida como gripe e existem três tipos de vírus que causam a doença: A, B e C. A vacina é recomendada dos 6 meses aos 5 anos para todas as crianças. A partir desta última idade, passa a ser indicada para grupos de maior risco, conforme indicação do Centro de Imunobiológicos Especiais.

 

VARICELA (CATAPORA)

A doença é causada por vírus e é infecciosa e contagiosa. Causa vermelhidão na pele. A transmissão é feita pelo contato com as lesões contaminadas pelo vírus ou de uma para outra via respiratória. A vacina da varicela em dose única protege contra formas graves da doença. Ela deve ser administrada em duas doses a partir dos 12 meses de vida. Na rotina, a segunda deve ser aplicada entre 4 e 6 anos de idade.

 

FEBRE AMARELA

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus e transmitida por um mosquito. Ela tem curta duração (cerca de 10 dias).A vacina contra doença deve ser dada 10 dias antes do contato com áreas de risco e tem duração de 10 anos.

 

DOSES DE REFORÇO

A partir dos 15 meses, a criança deve tomar os reforços obrigatórios das vacinas. Nessa idade, são ministradas mais uma vez a VOP e a DTP. Entre 6 e 10 anos, é hora de repetir a BCG. Entre 10 e 11 anos, é aplicada, contra difteria e tétano, a DT (dupla adulto), que deve ser repetida a cada dez anos. Em estados do Norte e Centro-Oeste onde a febre amarela é endêmica, as crianças tomam a primeira dose da vacina contra essa doença aos 9 meses e um reforço entre 10 e 11 anos.